Sistema de gestão de recebimento de entregas

Como diminuir o ponto de ruptura do estoque?

12
Nov

Como diminuir o ponto de ruptura do estoque?

O ponto de ruptura refere-se ao momento exato em que ocorre o rompimento, interrupção ou anulação de um processo. Quando algo atinge seu “ponto de ruptura” significa que este não pode mais ser mantido tornando-se inviável ou até mesmo impossível a sua existência ou continuação.

Na maioria das vezes, este rompimento é visto como algo negativo, que tem por consequência algum prejuízo, dano ou perda. O ponto de ruptura de uma empresa, em seu nível mais grave, pode levar à interrupção de suas atividades. Por outro lado, em uma visão mais positiva, este “fracasso empresarial” pode tornar-se um recomeço mais consistente, uma oportunidade de crescimento e, na prática, um “fazer mais e melhor”.
 
Todo ponto de ruptura acarreta inevitavelmente algum tipo de mudança. E, de fato, esta transformação obrigatória pode ser, de alguma forma, benéfica. No entanto, a regra é que, no mundo dos negócios, os pontos de ruptura sejam evitados, sendo compreensível, por exemplo, que contratos sejam respeitados e jamais “quebrados”.

A mesma prerrogativa é aplicável, também, ao estoque de uma empresa. Os itens, sempre disponíveis em estoque, são imprescindíveis para que as engrenagens dos negócios possam girar com perfeição. Rupturas no estoque significam, então, clientes que querem comprar e, na prática, não compram. Em outras palavras: o cliente entra no seu estabelecimento, mas o dinheiro não. Somado a isto tem-se, ainda, uma situação muito comum: a perda não somente da venda pontual, mas do cliente – que, decepcionado, nunca mais entra no seu estabelecimento.

FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES
 
A boa notícia, diante deste cenário negativo, é que os índices de ruptura do estoque podem ser minimizados. E quanto menor o índice de ruptura no estoque, maiores são as chances do cliente entrar, comprar e... voltar! Índices mínimos de ruptura podem, portanto, fidelizar seus clientes.

Tome como exemplo o seu próprio comportamento como comprador. Você já foi em uma padaria e, por incrível que pareça! – não havia pãezinhos? Se isso já aconteceu, muito provavelmente sua primeira impressão não foi das melhores. Passados alguns dias você até tentou comprar novamente pãezinhos neste mesmo estabelecimento. O resultado não foi diferente e a segunda tentativa tornou-se, inevitavelmente, a última.
 
Imagine esta situação acontecendo em um estabelecimento comercial com um estoque em torno de 1000 itens. O responsável pela área, preocupado e sempre atento às medições, sabe que o ponto de ruptura do seu estoque oscila em torno de 6 a 7%. Parece pouco, não é mesmo? Pois bem, este “pequeno” índice, em um estoque de 1000 itens, significa que 60 a 70 itens deveriam estar nas prateleiras – à espera de seus clientes e compradores – e não estão. São 60 a 70 itens que deixam de ser vendidos!
 
Fica claro que, diante de vendas que não se concretizam e da consequente insatisfação de clientes com a indisponibilidade de produtos nas gôndolas, torna-se necessário  e urgente! – reduzir os índices de ruptura do estoque.

PERGUNTAS E RESPOSTAS ESSENCIAIS À GESTÃO DE ESTOQUE

A célebre frase de Albert Einstein “Não são as respostas que movem o mundo, são as perguntas” nos ajuda a entender porque o conhecimento é tão importante e, ainda, porque para obtê-lo é preciso, antes de tudo, fazer as perguntas certas.

As rupturas no estoque têm origem nas deficiências do relacionamento entre indústria e varejo e seus processos logísticos e comerciais. A falta de controle e planejamento, bem como as decisões preventivas – e também as ações corretivas que não são colocadas em prática – impactam no atendimento das necessidades do cliente e em perdas financeiras para a empresa.
 
A dinâmica envolvida na gestão de estoque demanda questionamento – perguntas, muitas perguntas! –, acompanhamento e análise constantes. O resultado será o conhecimento – e não somente as informações – a favor da difícil tarefa de reduzir os índices de ruptura do estoque e, na prática, manter as prateleiras sempre abastecidas.
 
Veja algumas perguntas que poderão ajudá-lo nesta missão:
 
1. Qual o número de produtos disponíveis no estoque da empresa?
 
2. Quanto tempo o estoque consegue, em média, manter o negócio abastecido?
Cobertura de Estoque = Número de Produtos em Estoque /(Total de Vendas/Número de Dias)
Ex.: venda de 150 itens em 30 dias tem-se a média de vendas de 5 produtos por dia.
Cobertura de Estoque = 200/(150/30) = 40 dias para manter o estoque abastecido.

3. Em quanto tempo os produtos mais importantes são vendidos e renovados dentro de um certo período?
Giro do Estoque = Total de Vendas/(Estoque Inicial + Estoque Final)/2
Ex.: 1.000 unidades do produto em estoque, sendo que em um mês foram adquiridas mais 400 unidades e, então, vendidas 1.200.
Giro do Estoque = 1.200/(1.000 + 1.400)/2 = 1 mês para que os produtos mais importantes sejam vendidos e renovados.

4. Quanto tempo é necessário para que um determinado produto chegue ao estoque e esteja disponível para venda?
Tempo de Reposição = Número de dias úteis do pedido ao fornecedor (envolvendo produção, transporte, descarga, conferência, cadastro e disponibilização do produto na gôndola).
Ex.: 10 dias para que o produto chegue ao estoque e esteja disponível para venda.
 
5. Quando é necessário realizar um novo pedido ao fornecedor de modo a impedir o desabastecimento?
Ponto de Pedido = Consumo Médio Diário x Tempo de Reposição em Dias x Estoque de Segurança
Ex.: 100 produtos x 10 dias x 1,5 (15%) = quando o estoque atinge 1.500 produtos é necessário realizar um novo pedido.

6. Qual a quantidade de produtos que são vendidos, mas por algum motivo retornam à empresa?
Taxa de Retorno = (Número de Produtos Retornados/Número de Produtos Vendidos) x 100.
Ex.: de 1.000 produtos vendidos, 50 retornam à empresa por trocas/falhas.
Taxa de Retorno = (50/1.000) x 100 = 5% dos produtos vendidos retornam à empresa.

A partir deste mapeamento é possível, então, pensar em ações para corrigir as situações que mais impactam nos negócios e também investir em algumas medidas preventivas.
 
O ponto de ruptura atinge diretamente a percepção do cliente sobre o seu negócio. O ato de comprar está associado a aspectos psicológicos, motivações e expectativas. Influenciá-los de maneira positiva é, no mínimo, a atitude mais sensata de todo estabelecimento que não queira facilmente perder uma venda por ineficiência relacionada à logística e a reposição de produtos nas gôndolas.
 
Tenha em mente que aquele exato momento que o cliente está na frente da gôndola é mágico. Mas direcionar o olhar à procura de um produto e frustrar-se em não o encontrar pode transformar segundos de encantamento em decepção duradoura. [Autor: C.I.]
 

Pesquisas no varejo mostram que cerca de 70% dos clientes que vão até o seu estabelecimento à procura de um produto e não o encontram ficam insatisfeitos a ponto de abandonar a sua empresa, a marca que estavam procurando e, no pior dos dois cenários, eleger outra empresa e, até mesmo, outro produto similar.

Em tempos de consumidores cada vez mais exigentes e mercado extremamente competitivo, o mínimo que sua empresa pode oferecer são produtos sempre disponíveis nas gôndolas.
 
Entre em contato e saiba como agendamentos com seus fornecedores podem evitar informações incompletas, redundantes e truncadas – e até mesmo irrelevantes – contribuindo para que os recebimentos de entregas da sua empresa sejam feitos de acordo com as necessidades da sua empresa e de seus clientes.

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