Sistema de gestão de recebimento de entregas

O que é ociosidade?

21
Nov

O que é ociosidade?

Esta pergunta foi feita a um grupo de trabalhadores de uma pequena empresa. Ana respondeu: “Ociosidade é não trabalhar, ficar na preguiça”. Alexandre foi mais sucinto: “Ociosidade é estar parado” – lembrando que “parado” possui diferentes significados para cada pessoa e/ou situação. “Ficar em casa sem fazer nada, descansar” foi a resposta de Pedro. Patrícia – e outros tantos empregados! – respondeu: “Ociosidade é prejuízo. Tempo e dinheiro desperdiçados”.

As palavras “preguiça”, “descanso” – e até “vadiagem” – foram citadas na maioria das respostas. De fato, a ociosidade está relacionada a algo não muito positivo. No imaginário das pessoas, ócio é sinônimo de quem não quer trabalhar, ou pior, de quem não gosta de trabalhar.

PERDA DE TEMPO E DINHEIRO

O Ócio Criativo, best-seller com mais de 200 mil exemplares vendidos, dá nome ao livro do sociólogo italiano Domenico De Masi. Lançado em 2001, suas mais de 350 páginas falam sobre a sociedade pós-industrial, bem como o desenvolvimento, a globalização, a criatividade e o tempo livre. E contrário à crença negativa sobre o ócio, De Masi defende mudanças no modelo de produção.

Diante das ideias de De Masi, onde o socialismo não sabe produzir e o capitalismo, por sua vez, não é capaz de distribuir igualitariamente o que produz, organizações em pleno século 21 continuam cada vez mais preocupadas em diminuir sua ociosidade e suas perdas com máquinas e empregados parados ou subutilizados.

A teoria de De Masi – e a ideia de ócio criativo como algo benéfico – se desfaz diante da realidade produtiva das empresas. Pesquisas realizadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV IBRE) alertam para a baixa utilização da capacidade instalada no Brasil, cerca de 75,5% – um indicador muito aquém do que podemos produzir.

Vale lembrar que a ociosidade não é uma preocupação exclusiva do setor produtivo. É fato que a indústria sofre com máquinas e pessoas subutilizadas, mas o mesmo ocorre com qualquer outra empresa que trabalha com baixos índices de eficiência operacional.

Na área de logística, por exemplo, a Greve dos Caminhoneiros ocorrida em maio de 2018 traz à tona lembranças acerca dos altos prejuízos da parada total de motoristas de cargas em todo o Brasil. Calcula-se que a perda na produção econômica do país foi de, pelo menos, 30 bilhões de reais.

É importante lembrar que as consequências da ociosidade não são sentidas apenas quando 500 mil caminhões decidem parar nas estradas reivindicando melhores preços no litro do diesel. Toda empresa é impactada, em menor ou maior grau, pela ociosidade de caminhões que estão parados, no dia a dia, à espera de algum tipo de atendimento, seja em postos alfandegários ou pátios de empresas.

A ociosidade do motorista de caminhão demonstra a sua subutilização e, também, desrespeito com o profissional. As horas de espera, por sua vez, afetam a empresa – que não agiliza o recebimento da entrega e, por vezes, acaba arcando com sobretaxas de frete.

PRAZO MÁXIMO PARA CARGA E DESCARGA

De acordo com o § 5o do Art. 11 da Lei 11.442/07, alterado pela Lei 13.103/2015, o prazo máximo para carga e descarga é de 5 horas, contadas da chegada do veículo ao endereço de destino, após o qual será devido ao transportador da carga um valor adicional por tonelada/hora ou fração.

O percentual de 22,04%, que é resultado da variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), alterou o valor vigente de R$ 1,38 (abril/2015) para R$ 1,69 (abril/2019). [ Autor: C.I. ]

Confira, abaixo, os detalhes do Art. 11 da Lei 11.442/07:

 “Art. 11. ........................................................................

§ 5o O prazo máximo para carga e descarga do Veículo de Transporte Rodoviário de Cargas será de 5 (cinco) horas, contadas da chegada do veículo ao endereço de destino, após o qual será devido ao Transportador Autônomo de Carga - TAC ou à ETC a importância equivalente a R$ 1,38 (um real e trinta e oito centavos) por tonelada/hora ou fração.

§ 6o A importância de que trata o § 5o será atualizada, anualmente, de acordo com a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, calculado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE ou, na hipótese de sua extinção, pelo índice que o suceder, definido em regulamento.

§ 7o Para o cálculo do valor de que trata o § 5o, será considerada a capacidade total de transporte do veículo.

§ 8o Incidente o pagamento relativo ao tempo de espera, este deverá ser calculado a partir da hora de chegada na procedência ou no destino.

§ 9o O embarcador e o destinatário da carga são obrigados a fornecer ao transportador documento hábil a comprovar o horário de chegada do caminhão nas dependências dos respectivos estabelecimentos, sob pena de serem punidos com multa a ser aplicada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT, que não excederá a 5% (cinco por cento) do valor da carga.”

O controle de todo o ciclo de vida de suas entregas, do agendamento com seus fornecedores até o recebimento antecipado das notas fiscais e a descarga efetiva de produtos, pode impactar de maneira positiva no tempo de carga e descarga dos caminhões e, na prática, diminuir a ociosidade e as sobretaxas de frete.

Se você já percebeu que há algo de errado com relação ao tempo que os caminhões ficam parados no seu estabelecimento, então, que tal pensar agora em uma solução prática para este problema?

Nós, da Tempo Certo, convidamos você a conhecer o nosso sistema de gestão de recebimento de entregas!

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